Narrado a partir do retorno de uma ex-estudante de conservatório à vida da família, o novo livro da autora chegou às livrarias dos EUA em outubro.
Depois do sucesso (e do Pulitzer) de Demon Copperhead, qualquer lançamento novo de Barbara Kingsolver carrega a comparação quase automática com o livro anterior — e é com esse peso que Partita chegou às livrarias americanas, publicado pela Harper em 6 de outubro (a edição britânica, pela Faber, saiu dois dias depois).
A protagonista é Livia Cable, cuja vida organizada é virada de cabeça pra baixo por um telefonema de um ex-namorado. O enredo resgata o passado dela como estudante de conservatório de música, uma fase marcada pelo distanciamento da família e pela incerteza sobre tudo — menos sobre a paixão por piano e um talento que prometia ser extraordinário.
A recepção crítica tem sido mista, e boa parte das resenhas insiste em medir o livro pela régua de Demon Copperhead. O PopMatters descreveu Partita como uma obra mais modesta em escopo e menos "barulhenta" em tom que a anterior, embora termine numa nota de esperança. Já o crítico Ron Charles, do Washington Post, reconheceu logo de cara o ponto de partida pouco invejável de qualquer romance lançado logo depois de um fenômeno de crítica e público daquele tamanho.
Faz sentido Kingsolver escolher um registro mais intimista dessa vez — nem todo livro precisa (ou consegue) repetir a magnitude do anterior, e às vezes a aposta certa é justamente não tentar. Resta saber se o público vai enxergar isso como amadurecimento ou como um passo atrás.
Ainda sem data de lançamento confirmada no Brasil.
Fonte: PopMatters (link abaixo)
Fonte: www.popmatters.com
