Atriz e cantora, eternizada como Roberta Messi em Rebelde, morreu neste domingo (18). Relembramos a carreira que marcou uma geração.
A notícia chegou neste domingo (18) e pegou todo mundo de surpresa: Lua Maria Blanco, atriz e cantora que marcou uma geração inteira como Roberta Messi em Rebelde, morreu aos 39 anos, depois de enfrentar um câncer nos últimos meses de vida. O tipo da doença não foi divulgado pela família. O comunicado da morte foi dado pelos irmãos dela nas redes sociais, entre eles Daniel Blanco. O velório está marcado para esta segunda-feira (19), no Cemitério Vertical Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro, das 13h às 16h.
É difícil escrever sobre alguém que ajudou a formar o imaginário afetivo de tanta gente sem parar um pouco pra sentir o peso disso. Então, antes de qualquer coisa: obrigada, Lua.
Nascida em São Paulo, em 5 de março de 1987, Lua vinha de uma família profundamente ligada à música brasileira — filha dos músicos Billy Blanco Jr. e Maria Claudia Blanco, e neta do compositor Billy Blanco, nome histórico da bossa nova. Herdeira dessa tradição musical desde cedo, começou atuando ainda criança, passando por Três Irmãs (2008) e Malhação (2009), além de apresentar o TV Globinho.

Mas foi em 2011, como Roberta Messi na versão brasileira de Rebelde (Record), que Lua conquistou de vez o país. A novela juvenil, baseada no sucesso mexicano, reuniu um elenco de seis protagonistas que formaram também a banda Rebeldes — e Lua, como vocalista, viveu os dois lados da fama ao mesmo tempo: a atriz querida pelo público e a cantora que lotava turnês Brasil afora. O grupo lançou álbuns, viajou o país inteiro e virou, pra muita gente que cresceu naquela época, trilha sonora de adolescência.
A carreira não parou por aí. Lua seguiu na TV em Pecado Mortal (2013-14), como Silvinha, e teve participação em A Força do Querer (2017), um dos maiores fenômenos recentes da teledramaturgia brasileira, interpretando Anita. Passou ainda por Popstar (2018) e Homens? (2019), sem nunca abandonar os palcos: fez teatro ao longo de praticamente toda a carreira, de Romeu & Isolda (2008) a Primeiro Sinal (2015-16), e também cinema, com Teus Olhos Meus (2011), Turbulência (2016) e Socorro, Virei Uma Garota! (2019).

A música, aliás, nunca deixou de ser parte central da trajetória dela. Depois da Rebeldes, lançou o álbum solo Mão no Sonho (2016), seguiu compondo com a banda Lágrima Flor — de onde saiu o disco Pretérito Imperfeito (2020) — e, mais recentemente, lançou Lua Blanco e a Órbita (2023), além de singles como "Voltei", "Lunática" e "A Virada", mostrando que continuava criando e se reinventando até os últimos anos.
Fica difícil resumir em poucos parágrafos o tanto que uma carreira dessas significou pra dramaturgia e pra música popular brasileira — mas fica, sobretudo, a gratidão. Lua Blanco emprestou talento, voz e presença pra formar memória afetiva de uma geração que cresceu vendo Rebelde, cantando os discos da banda e acompanhando cada novo projeto dela depois. Que a lembrança de tudo o que ela construiu sirva de consolo nesse momento tão difícil pra família, pros amigos e pra todo mundo que, de alguma forma, foi tocado pelo trabalho dela.
Fonte: ND+ (link abaixo)
Fonte: ndmais.com.br
