Cultura Pop

Lua Blanco morre aos 39 anos após enfrentar um câncer

Atriz e cantora, eternizada como Roberta Messi em Rebelde, morreu neste domingo (18). Relembramos a carreira que marcou uma geração.

Por Janaína Prates · 18 out 2026 · 3 min de leitura

A notícia chegou neste domingo (18) e pegou todo mundo de surpresa: Lua Maria Blanco, atriz e cantora que marcou uma geração inteira como Roberta Messi em Rebelde, morreu aos 39 anos, depois de enfrentar um câncer nos últimos meses de vida. O tipo da doença não foi divulgado pela família. O comunicado da morte foi dado pelos irmãos dela nas redes sociais, entre eles Daniel Blanco. O velório está marcado para esta segunda-feira (19), no Cemitério Vertical Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro, das 13h às 16h.

É difícil escrever sobre alguém que ajudou a formar o imaginário afetivo de tanta gente sem parar um pouco pra sentir o peso disso. Então, antes de qualquer coisa: obrigada, Lua.

Nascida em São Paulo, em 5 de março de 1987, Lua vinha de uma família profundamente ligada à música brasileira — filha dos músicos Billy Blanco Jr. e Maria Claudia Blanco, e neta do compositor Billy Blanco, nome histórico da bossa nova. Herdeira dessa tradição musical desde cedo, começou atuando ainda criança, passando por Três Irmãs (2008) e Malhação (2009), além de apresentar o TV Globinho.

Lua Blanco em foto de divulgação de sua carreira na televisão
Lua Blanco em uma de suas fotos de divulgação como atriz.

Mas foi em 2011, como Roberta Messi na versão brasileira de Rebelde (Record), que Lua conquistou de vez o país. A novela juvenil, baseada no sucesso mexicano, reuniu um elenco de seis protagonistas que formaram também a banda Rebeldes — e Lua, como vocalista, viveu os dois lados da fama ao mesmo tempo: a atriz querida pelo público e a cantora que lotava turnês Brasil afora. O grupo lançou álbuns, viajou o país inteiro e virou, pra muita gente que cresceu naquela época, trilha sonora de adolescência.

A carreira não parou por aí. Lua seguiu na TV em Pecado Mortal (2013-14), como Silvinha, e teve participação em A Força do Querer (2017), um dos maiores fenômenos recentes da teledramaturgia brasileira, interpretando Anita. Passou ainda por Popstar (2018) e Homens? (2019), sem nunca abandonar os palcos: fez teatro ao longo de praticamente toda a carreira, de Romeu & Isolda (2008) a Primeiro Sinal (2015-16), e também cinema, com Teus Olhos Meus (2011), Turbulência (2016) e Socorro, Virei Uma Garota! (2019).

Lua Blanco se apresentando ao vivo em um show
Lua Blanco durante uma apresentação musical.

A música, aliás, nunca deixou de ser parte central da trajetória dela. Depois da Rebeldes, lançou o álbum solo Mão no Sonho (2016), seguiu compondo com a banda Lágrima Flor — de onde saiu o disco Pretérito Imperfeito (2020) — e, mais recentemente, lançou Lua Blanco e a Órbita (2023), além de singles como "Voltei", "Lunática" e "A Virada", mostrando que continuava criando e se reinventando até os últimos anos.

Fica difícil resumir em poucos parágrafos o tanto que uma carreira dessas significou pra dramaturgia e pra música popular brasileira — mas fica, sobretudo, a gratidão. Lua Blanco emprestou talento, voz e presença pra formar memória afetiva de uma geração que cresceu vendo Rebelde, cantando os discos da banda e acompanhando cada novo projeto dela depois. Que a lembrança de tudo o que ela construiu sirva de consolo nesse momento tão difícil pra família, pros amigos e pra todo mundo que, de alguma forma, foi tocado pelo trabalho dela.

Fonte: ND+ (link abaixo)

Fonte: ndmais.com.br