O terror da Blumhouse com Jessica Chastain faturou US$ 27,5 milhões na estreia, mas levou nota D+ no CinemaScore. Entenda o fenômeno.
Tem filme que prova, de novo, que terror e bilheteria caminham juntos mesmo quando a crítica detona. Outra Mamãe (no original, Other Mommy), da Blumhouse, estreou em primeiro lugar nos cinemas americanos com US$ 27,5 milhões só no fim de semana de abertura, em 3.365 salas. Somando o mercado internacional, o total passa dos US$ 45 milhões — um resultado e tanto para um orçamento de US$ 19 milhões.
O problema é que ninguém saiu muito feliz da sessão: o filme recebeu nota D+ no CinemaScore (a pesquisa que mede a reação do público na saída do cinema) e está com apenas 18% de aprovação no Rotten Tomatoes. É basicamente o cenário clássico de "todo mundo foi ver, quase ninguém gostou".
A história acompanha Bela, uma garota que passa a conviver com uma entidade sobrenatural capaz de assumir a aparência da própria mãe — Jessica Chastain interpreta as duas, a mãe real e a criatura. O roteiro é baseado no livro Incidents Around the House, de Josh Malerman (o mesmo autor de Bird Box), e a direção é de Rob Savage, nome que já vinha ganhando reputação no terror de baixo orçamento.
E aí fica a pergunta que sempre volta: por que um filme com recepção tão ruim consegue abrir tão forte? Parte da resposta é a combinação Blumhouse + terror sobrenatural com gancho familiar, que já é quase um selo de bilheteria garantida nos EUA — não importa muito se o filme entrega ou não. A outra parte é Jessica Chastain num papel duplo, que por si só já vende ingresso e trailer. Mas nota de crítica baixa tende a derrubar a bilheteria rápido depois do primeiro fim de semana, então vale acompanhar se Outra Mamãe segura esse número ou desaba igual tanto terror genérico por aí.
No Brasil, o filme já está em cartaz e abriu em terceiro lugar no ranking nacional.
Fonte: Omelete (link abaixo)
Fonte: www.omelete.com.br
