O live-action com Andrew Koji, Jason Momoa e Roman Reigns chegou aos cinemas tentando quebrar a maldição das adaptações de jogos de luta.
Adaptação de jogo de luta pro cinema é terreno minado — o Street Fighter de 1994 com Jean-Claude Van Damme e o de 2009 com Kristin Kreuk ficaram marcados mais pelo que deu errado do que pelo que funcionou, apesar de elencos cheios de nome. Agora é a vez da Legendary (sim, a mesma por trás de Duna e Godzilla) tentar de novo, com distribuição da Paramount e uma aposta de elenco no mínimo ousada.
A escalação mistura ator sério com lutador de verdade: Andrew Koji (de Warrior) como Ryu, Noah Centineo como Ken, Callina Liang como Chun-Li e David Dastmalchian como M. Bison no posto de vilão principal. Até aí, nada muito fora do esperado. O estranhamento — ou a genialidade, dependendo de como der certo — vem do resto do time: Jason Momoa como Blanka, o lutador-fera; Roman Reigns como Akuma; Cody Rhodes como Guile; e Curtis "50 Cent" Jackson como Balrog. Ou seja, metade do elenco veio direto do wrestling e do rap, não da Juilliard.
A trama se passa em 1993 e segue Ryu e Ken, dois lutadores afastados, recrutados pela misteriosa Chun-Li pro próximo World Warrior Tournament — bem fiel à estrutura do jogo original, pelo menos no papel. A ideia declarada da produção é entregar uma adaptação mais séria e fiel aos games do que as tentativas anteriores, o que depois de duas décadas de adaptações de videogame finalmente acertando a mão (vide Sonic, Mortal Kombat de 2021, The Last of Us) parece um objetivo alcançável.
Resta saber se colocar nomes de luta real pra interpretar lutadores de ficção vai funcionar como ousadia de elenco ou como experimento que não decola. De qualquer forma, é o tipo de aposta que só alguém que já perdeu dinheiro com Street Fighter antes sabe que vale a pena tentar de novo.
Fonte: Omelete (link abaixo)
Fonte: www.omelete.com.br
