A série prelúdio de Sexta-Feira 13 chegou ao Universal+ em 16/10 com elogios a Linda Cardellini, mas divide opiniões na forma como explica Jason.
Prequel de franquia de terror slasher é aposta arriscada — o público já sabe como a história termina (spoiler: tem um cara de máscara de hóquei matando adolescente), então o desafio é fazer o caminho até lá valer a pena. Crystal Lake, prelúdio de Sexta-Feira 13, chegou ao Peacock nos EUA em 15 de outubro e ao Universal+ no Brasil em 16, com os oito episódios da primeira temporada liberados de uma vez — e, pelos números, parece ter acertado a mão: 75% de aprovação no Rotten Tomatoes, a maior nota de toda a franquia até hoje.
O grande trunfo apontado pela crítica é Linda Cardellini no papel de Pamela Voorhees, mãe de Jason — e sim, pra quem não lembra, ela é a verdadeira vilã do primeiro filme de 1980. A série também é elogiada por manter a violência gráfica característica da franquia: mortes criativas, efeitos práticos e aquele gore old school que fã de slasher dos anos 80 sabe valorizar.
Nem tudo é elogio, claro. O ponto mais controverso é a expansão da mitologia de Jason: a série resolve preencher a lacuna explicando a origem dele com conspiração corporativa e experimentos médicos — escolha que nem todo mundo engoliu bem. O Guardian, por exemplo, deu só duas de cinco estrelas, achando o roteiro complicado demais pra um tema que sempre foi simples por natureza. Já o Slashfilm foi na direção oposta, elogiando a coragem e a inteligência da série em lidar com o legado completo de Pamela Voorhees.
No fim, é o dilema clássico de todo prelúdio: explicar demais tira a magia, explicar de menos frustra quem queria mais contexto. Pelos números de aprovação, Crystal Lake parece ter encontrado um equilíbrio — mesmo sem agradar todo mundo igualmente.
Fonte: Omelete (link abaixo)
Fonte: www.omelete.com.br
